09/08/2018

Presidente do Coren-MS cobra melhorias para Santa Casa de Naviraí

Dr. Sebastião foi até a Rádio Cidade de Naviraí para cobrar a contratação de mais profissionais de enfermagem para o Hospital Municipal

O presidente do Coren-MS (Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso do Sul), Dr. Sebastião Junior Henrique Duarte, concedeu entrevista à Rádio Cidade de Naviraí que foi ao ar nesta quinta-feira (9) para falar da situação do Hospital Municipal, chamado pela população da região de Santa Casa. Um dos problemas levantados foi o dimensionamento do quantitativo de profissionais que não está de acordo com a Resolução do Cofen de nº 543/2017.

De acordo com Dr. Sebastião, os pontos que foram ressaltados são de uma fiscalização referente ao ano de 2015 e que ainda não foram resolvidos. “O hospital não está no número ideal de profissionais de enfermeiros, técnicos e os auxiliares. O serviço é feito por um número pequeno de profissionais que inclusive a gente trata como heróis”, disse.

Em sua visita no município o presidente do Coren-MS se reuniu com o prefeito da cidade, Jose Izauri de Macedo, para buscar meios de cumprimento da lei em relação ao aumento no efetivo da Santa Casa. Conforme Dr. Duarte o Hospital precisa contratar mais 22 profissionais da enfermagem. A reunião aconteceu na tarde de quarta-feira (8).

O efetivo baixo sobrecarrega os profissionais quem trabalham 12 por 36, ou seja, um dia sim outro não, o que não permite uma uma folga justa ao trabalhador o que pode prejudicar sua saúde.

Doenças

Em Naviraí a pneumonia, é um dos problemas que se destacam em termo de doenças que que acometem as pessoas que foram internadas no hospital de Naviraí. “Essa informação nos foi cedida pelo SES [Secretaria de Estado de Saúde]. No ano de 2017 foram 464 pessoas que estiveram internadas por pneumonia, infecção urinária é outro motivo de cauda de internação”, apontou Sebastião.

“Essa é uma informação curiosa, pois Naviraí tem as unidades básicas da saúde que contam com médicos e enfermeiros laboratórios que fazem os exames de urina, então esses doenças não deveriam ser casos de internação”, acrescentou.

Outra questão levantando pelo Dr. Henrique é o alto índice de cesarianas realizadas no ano passado que não estão dentro dos limites considerados ideias de acordo com OMS (Organização Mundial da Saúde).

O presidente do conselho disse ainda que existem outras causas de internação que muitas delas são sensíveis ao tratamento na atenção primária na saúde. “A gestão do município precisa rever essa questão, verificar o acesso da população na atenção básica”, cobrou.

Ouça a entrevista na íntegra

 





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