11/05/2022

“Não deve se jogar a culpa no profissional sobre recurso do Piso Salarial”, rebate presidente Coren-MS em entrevista a TV MS Record

O Piso Salarial da Enfermagem é tema debatido do Balanço da Manhã, da TV MS Record, na manhã de quarta-feira

Presidente do Coren-MS, Dr. Sebastião Duarte, é entrevistado pela jornalista Weruska Donato

O Piso Salarial da Enfermagem é tema debatido do Balanço da Manhã, da TV MS Record, na manhã de quarta-feira (11/05). O presidente do Coren-MS, Dr. Sebastião Duarte, defendeu que não se deve se jogar a culpa dos profissionais a origem do recurso para pagamento do novo salário dos enfermeiros (as), técnicos (as) e auxiliares de enfermagem, além das parteiras.

“De fato é uma necessidade dos profissionais de enfermagem, que são profissionais essenciais da sociedade. Existe precarização acelerada nos salários. Muitos têm abandonado a profissão, inclusive, por não conseguir manter apenas um emprego. Outros possui dois ou três empregos isso tem acarretado danos a saúde. Busca-se há mais de 20 anos política que possa melhorar esse segmento, uma delas, é Piso Salarial”, disse em entrevista em estúdio. “A gente confia na vontade política e na sequência deste encaminhamento do projeto, que agora aguarda sanção presidencial. Mas de fato foi condicionado informar a fonte de recurso. Mas não deve se jogar a culpa no profissional da enfermagem. Pelo ao contrário ele precisa ser zelado. Nós somos hoje 60% da forma de trabalho no SUS”, cobrou.

Na última quarta-feira (04/05), o plenário da Câmara dos Deputados aprovou a PL 2564/2020, que institui um Piso Salarial nacional para os profissionais da Enfermagem. A proposta define que enfermeiros, uma das categorias incluídas, terão de receber um salário mínimo inicial de R$ 4.750, a ser pago em todo o país por serviços de saúde públicos e privados. A proposta especifica que a remuneração mínima de técnicos de enfermagem será de 70% do piso nacional dos enfermeiros (R$ 3.325), enquanto o salário inicial de auxiliares de enfermagem e parteiras corresponderá a 50% do piso dos enfermeiros (R$ 2.375).

A matéria tinha recebido o aval do Senado em novembro do ano passado. Durante a votação dos deputados, a redação não sofreu alterações. Apesar da aprovação no Congresso, muitos parlamentares questionaram o fato de a matéria não prever quais fontes bancarão o pagamento do piso. Dessa forma, ficou definido que o projeto seguirá para sanção do presidente Jair Bolsonaro (PL) apenas quando o Parlamento esclarecer quais recursos vão viabilizar o piso.