01/10/2021

MPF recomenda à Sesau plano de ação para contratar novos leitos hospitalares na Capital

Medida tem objetivo de desafogar o pronto atendimento médico do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian

O Ministério Público Federal (MPF) em Mato Grosso do Sul recomendou ao secretário de Saúde de Campo Grande que apresente medidas concretas para a contratação de leitos hospitalares. A medida visa à ampliação da rede de urgência e emergência e o consequente desafogamento do pronto atendimento médico adulto do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap), de forma a respeitar a lotação prevista em contrato com a prefeitura.

Há duas semanas, o Coren-MS e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Sista/UFMS) pediram com urgência intervenção para a transferência de pacientes do Humap, e falaram sobre os impactos da superlotação enfrentada pela unidade.

De acordo com informações prestadas ao MPF pelo hospital, o problema da superlotação no pronto atendimento médico adulto é reiterado e tem se agravado em razão do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul atender exclusivamente pacientes com Covid-19.

O Humap enviou ofícios ao MPF em setembro relatando cenários de superlotação. No dia 16, por exemplo, o PAM do hospital universitário abrigava 61 pacientes, mais do que o triplo dos 18 leitos disponíveis. O cenário era de 150% de ocupação na área vermelha; 300% na triagem respiratória; 100% nas áreas amarela e UAVC para trombólise; e 1366% na área verde – que possui apenas 3 vagas e estava com 41 pacientes. A própria Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) admitiu ao MPF ser “praticamente inevitável a superlotação e o respeito à capacidade instalada”.

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) de Campo Grande tem o prazo de sete dias para informar se vai seguir a recomendação.

Com informações do MPF em MS