14/09/2011

Ministro da Saúde assina convênio com Cofen para pesquisar perfil da enfermagem

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o Presidente do Conselho Federal de Enfermagem, Manoel Carlos Neri da Silva, e a

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o Presidente do Conselho Federal de Enfermagem, Manoel Carlos Neri da Silva, e a pesquisadora da Fiocruz, Maria Helena Machado, assinaram nesta quarta-feira (14), em Brasília, o convênio para realização de uma pesquisa que vai traçar o perfil dos enfermeiros, técnicos e auxiliares em todo país.
A Associaçaõ Brasileira de Enfermagem (ABEN) e a Federaçaõ Naciona de Enfermgam (FNE) também subscreveram o convênio numa união inédita entre as principais organizações representativas da enfermagem brasileira em torno de um mesmo objetivo.
O ministro Alexandre Padilha lembrou a importância dos resultados da pesquisa para a formulação das principais políticas públicas do Sistema Único de Saúde e elogiou a união das instituições representativas da enfermagem. “Conhecer o perfil desses profissionais é algo muito significativo para que possamos planejar novas ações nas políticas públicas e oferecermos os instrumentos políticos aos nossos congressistas”, destacou Padilha.
Manoel Carlos Neri, presidente do Cofen, também enfatizou a importância dos resultados das pesquisas nas futuras políticas do SUS. Ele fez questão de lembrar que ao assumir o Cofen percebeu que esta era uma das reivindicações das instituições governamentais e das representações da enfermagem que não tinham apoio do Cofen devido ao afastamento de ex-dirigentes com os interesses maiores dos profissionais de enfermagem.
Assim que me foi apresentado o projeto pela FIOCRUZ, ainda em 2008, levei a proposta ao plenário do COFEN que deliberou pela nossa participação e com o aporte de quatro milhões e meio para ajudar no seu financiamento”, revelou Neri.
Já Maria Helena Machado, da FIOCRUZ, confirmou que depois da ‘faxina’ ética feita no COFEN após a posse de Manoel Carlos é que o projeto conseguiu ser uma realidade. “A determinação de Manoel Carlos Neri e o seu compromisso com os profissionais da enfermagem foram preponderantes para que hoje assinássemos o convênio”, disse.
O desenvolvimento da pesquisa contará com o apoio da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde do Ministério da Saúde, da Rede de Observatório em Recursos Humanos em Saúde (ROREHS) e da Organização Pan Americana de Saúde (OPAS), além do Fórum Nacional dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem.
A pesquisa ‘Perfil da Enfermagem no Brasil’ buscará caracterizar através de um levantamento amostral o contingente de enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem em atividade no país, enfocando aspectos sociodemográficos, formação profissional e acesso à informação técnico-científico, o mundo do trabalho e aspectos político-ideológico.
Para alcançar se objetivo a pesquisa se baseará nos dados de todas as unidades da federação, e posteriormente, de cada região brasileira, para somente então traçar o Perfil da Enfermagem do Brasil. O conjunto das três categorias profissionais, denominada de Equipe de Enfermagem, segundo dados disponíveis no Conselho Federal de Enfermagem é constituído aproximadamente por mais de um milhão e seiscentos mil inscritos.
Os dados cadastrais do COFEN serão selecionados exclusivamente pela mesma instituição a partir de parâmetros definidos pela coordenação da pequisa. A amostra será basicamente constituída pelas seguintes variáveis: sexo, idade, localização geográfica, proporção de profissionais segundo unidades da federação. O tamanho de cada amostra regional será distribuído proporcionalmente ao números de profissionais em cada unidade da federação.
Os dados serão coletados por um questionário específico enviado pelo COFEN aos sujeitos selecionados na amostra considerando as três categorias de enfermagem: enfermeiro, técnicos e auxiliares. O questionário poderá também ser respondido através dos sites das instituições (COFEN e ABEn) nos níveis nacional e regional.
Os resultados da pesquisa serão divulgados por meio de relatórios, e posteriormente serão encaminhados para as instituições parceiras e demandantes dessa pesquisa.
O presidente do Cofen, Manoel Carlos Neri da Silva, explicou que, além da importância de referência nacional e internacional, espera-se que o produto deste estudo, que qualifica a oferta e demanda dos trabalhadores da enfermagem brasileira, possa contribuir para a formulação de políticas públicas tanto no setor saúde quanto no educacional, no que se refere aos aspectos de gestão, da regulação e da educação da enfermagem tendo em vista a sua inserção no Sistema Único de Saúde (SUS).
Toda a pesquisa vai ser custeada com recursos próprios do Conselho Federal de Enfermagem na ordem de quatro milhões, quinhentos e vinte mil, seiscentos e noventa e dois reais, aprovada na 385ª Reunião Ordinária do Plenário do COFEN, por unanimidade dos seus membros.
Fonte: Portal Cofen