19/07/2018

Equipe da enfermagem obstétrica é responsável por 60% dos partos do HU-UFGD

De janeiro a junho foram realizados 1.747 procedimentos no Hospital Universitário de Dourados

Foto: HU-UFGD

No HU-UFGD (Hospital Universitário da Universidade Federal da grande Dourados) a equipe de enfermeiros obstétricos, constituídos por 26 profissionais, busca o empoderamento da profissão nos partos de baixo risco. De acordo com a maternidade do hospital, de janeiro a junho deste ano, foram realizados 1.747 procedimentos, sendo a enfermagem responsável por 60% dos partos.

A enfermeira obstétrica, Dra. Ana Carla Tamisari Pereira, que atua no Hospital Universitário desde 2015, revelou que o setor de maternidade atende a macrorregião de Dourados, formado por 33 municípios da região sul do Estado. Com uma grande demanda, que atinge uma média de 300 partos por mês, o apoio da enfermagem é fundamental.

“Nosso objetivo é fazer todo atendimento, começando na internação, parto e alta pelo enfermeiro obstétrico realizando toda assistência à gestante”, disse Dra. Ana.

“Nós realizamos a prescrição pós-parto, somos responsáveis pela metade dos partos  do HU. Atuamos nos procedimentos onde a gestante não teve nenhuma comorbidade, onde não há distocia, onde a gestação evolui tranquila”, acrescentou.

A profissional explicou também que nos casos de alto risco, a enfermagem também atua, mas apenas acompanha o médico com toda uma equipe multiprofissional.

A Resolução Cofen (Conselho Federal de Enfermagem) de número 524/2016, normatizou a atuação e a responsabilidade do Enfermeiro, Enfermeiro Obstetra e Obstetriz na assistência às gestantes, parturientes, puérperas e recém-nascidos nos Serviços de Obstetrícia, Centros de Parto Normal e/ou Casas de Parto e outros locais onde ocorra essa assistência; estabelece critérios para registro de títulos de Enfermeiro Obstetra e Obstetriz no âmbito do Sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem, e dá outras providências.

Conforme a Dra. Ana Tamisari, a intervenção dos enfermeiros obstetras só foi possível devido ao apoio da direção do Hospital Universitário e também dos médicos. “Conseguimos o empoderamento da profissão nos partos de baixo risco. Tivemos uma abertura para atender as mães, pois o fluxo é alto e somente com os  médicos no atendimento ficaria difícil”, revelou.

Humanização

Foto: HU-UFGD

A Dra. Ana, que já atuou como líder do grupo da enfermagem no setor de materno perinatal do HU de Dourados até o mês passado, explicou que a equipe de enfermagem estimula um parto humanizado e procedimentos normais, evitando ao máximo as cesárias e a equipe do setor não realiza  episiotomia, que pode ser considerado um tipo de violência.

“Estimulamos posições que facilite o parto, exercício na bola, banho de chuveiro em água morna para aliviar a dor”, afirmou.

“Ainda estamos propagando a questão do parto normal, o maior problema é o preparo no pré- natal”, completou.

A especialista entende que uma gestante mais orientada sobre os métodos não farmacológicos e a atuação da enfermagem no procedimento de baixo risco contribuiria de forma mais eficaz no trabalho dos profissionais.

O HU-UFGD é o único que está inserido no projeto “Parto adequado”, que é uma iniciativa da ANS (Agência Nacional de Saúde) do Hospital Israelita Albert Einstein e do instituto americano IHI (Healthcare improvement). Eles propõem a redução na taxa de parto cesárea e que seja incentivada a atuação da enfermagem em todas as fases da gestante e melhora das práticas na assistência às puérperas.

“Um ano de projeto e estamos caminhando para aumentar nossa taxa de parto normal, tanto para as primigestas [primeiro filho] quanto às multípara [mais filhos]”, afirmou Dra.  Ana.

 

 

 

 





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