03/12/2018

Em fiscalização Coren-MS constata falta de profissionais

A inspeção foi realizada na UPA do Vila Almeida, além do déficit de profissionais foi constatada a falta de medicamentos

Dr. Sebastião durante entrevista à TV Morena para falar sobre os problemas da UPA

O presidente do Coren-MS (Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso do Sul), Dr. Sebastião Junior Henrique Duarte, e o assessor executivo do Dfis (Departamento de fiscalização), Dr. Waldeir Sanches, fiscalizaram na manhã desta segunda-feira (3) a UPA (Unidade de Pronto Atendimento), Dr. Alessandro Martins De Souza Silva, do Bairro Vila Almeida. Durante a inspeção foram  constadas a falta de alguns medicamentos, além do dimensionamento de pessoal da enfermagem defasado em pelo menos 24 profissionais.

“Recebemos muitas reclamações, lamentamos, pois o número de atestados médicos e de afastamentos é representativo. As pessoas trabalham durante o dia, fazem plantões a noite e isso aumenta o cansaço físico e mental do profissional”, protestou Dr. Sebastião.

Conforme o relatório da fiscalização, faltam na unidade 16 técnicos de enfermagem e 8 enfermeiros (a). Além de um dimensionamento defasado outros pontos foram encontrados durante a inspeção como a falta de medicamentos: Metildopa, Diazepam e Betametasona.

De acordo com Dr. Sebastião, no mês de outubro foram registrado pelo menos 18 mil procedimentos de nível médio de enfermagem na UPA visitada.  Ele comentou ainda que a enfermagem é uma profissão que lida com sofrimento, dor e morte, então os profissionais precisam de descanso. Devido ao dimensionamento defasado a Sesau  (Secretaria Municipal de Saúde) autorizou dois enfermeiros e quatro técnicos de enfermagem para fazer turnos extras. “Ainda sim esse quantitativo não é suficiente para resolver o problema do déficit”, afirmou.

MPT-MS

Dr. Sebastião em entrevista ao Jornal O Estado

A situação está sendo discutida junto ao MPT-MS (Ministério Público do Trabalho de Mato Grosso do Sul). Uma audiência está agendada no órgão para janeiro do ano que vem e assim realizar um TAC (Termo de Ajuste de Conduta) com a Secretaria Municipal de Saúde.

“É uma situação perigosa, temos que ficar alerta neste mês, pois começa o verão e assim inicia o período chuvoso. Em consequência a isso aumentam as doenças transmitidas por mosquitos como a dengue e chikungunha”, alertou.

“Já é de conhecimento da Sesau todos os problemas em relação ao dimensionamento. Mesmo que eles se esforcem para mudar este quadro o problema ainda persiste”, acrescentou.

Outros problemas também foram levantados durante a inspeção como falta de cadeiras para os funcionários da unidade e camas sem grades. Para o Dr. Sebastião Junior, a administração do município precisa assumir mais a assistência, já que Campo Grande é uma capital que não conta com hospital municipal. “Os vereadores precisam fiscalizar mais essa questão, a prefeitura deve aumentar o número de leitos hospitalares”, finalizou.





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