13/03/2018

Em entrevista à CBN, presidente do Coren-MS fala sobre violência obstétrica

Mulheres relataram maus tratos e violação de direitos, por parte dos profissionais da saúde

Violência obstétrica foi o tema abordado na última semana pela Rádio CBN-Campo Grande, onde mulheres relataram maus tratos e violação de direitos, por parte dos profissionais da saúde na momento do parto. Especialista em enfermagem obstétrica, o presidente do Coren-MS (Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso do Sul), Sebastião Júnior Henrique Duarte, contribuiu com a reportagem falando sobre o tema, além de ressaltar que profissionais da enfermagem, coniventes a esse tipo de violência, serão submetidos as penalidades previsto no Código de Ética da categoria.

A matéria, veiculada no Jornal da CBN, ressaltou que tratamento humilhante, agressões verbais, além de procedimentos médicos não necessários são características que configuram a violência obstétrica. Essa violência acontece durante o parto ou o pré-natal de forma física, psicológica ou verbal.

De acordo com a reportagem da CBN, a Fundação Perceu Abramo apontou que uma em cada quatro mulheres sofrem algum tipo de violência obstétrica antes e durante o parto. Uma mulher, de 35 anos, que teve sua identidade preservada, disse à rádio que foi vítima de um procedimento desnecessário no momento do parto de sua filha.

“Eu estava com uma boa dilatação, minha filha não tinha uma cabeça grande, ela nasceria normal, mesmo assim o médico me deu um ‘pic’, que é o corte na vagina, para que a criança saísse mais rápido”, afirmou.

Outra mulher, de 30 anos, relatou na reportagem que muitos médicos classificam a dor de uma mãe em trabalho de parto como “frescura”. A entrevistada relatou ainda, que alguns profissionais da saúde não respeitam as mães na hora do parto.

Cassação

Segundo o presidente do Coren-MS, Sebastião Duarte, para prevenir a violência obstétrica, deve haver muita conscientização e capacitação. “Se houver algum tipo de denúncia praticada por profissionais da enfermagem, ele será submetido ao rigor do Código de Ética”, explicou.

Conforme o Artigo 64 da Resolução do Cofen (Conselho Federal de Enfermagem) é proibido Provocar, cooperar, ser conivente ou omisso diante de qualquer forma ou tipo de violência contra a pessoa, família e coletividade, quando no exercício da profissão.

O profissional que for enquadrado nesse artigo pode pagar multa, ter os direitos profissionais suspensos ou até mesmo ser cassado.

Acompanhe a reportagem da CBN na íntegra

 





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