06/09/2017

Coren-MS repudia fechamento do setor da psiquiatria da Santa Casa de Campo Grande

O anúncio do fechamento do setor da psiquiatria da Santa Casa de Campo Grande nesta semana revoltou toda a classe da saúde

Foto: Coren-MS

O anúncio do fechamento do setor da psiquiatria da Santa Casa de Campo Grande nesta semana revoltou toda a classe da saúde, principalmente enfermeiros e médicos. Nesta quarta-feira (6), muitos profissionais foram até a Assembleia Legislativa para reivindicar apoio e medidas contra o fechamento.

O Coren-MS marcou presença na sessão e repudia o fechamento do setor. “Nós profissionais de saúde sabemos do sofrimento intenso desses pacientes e seus familiares. Já temos um número reduzido de leitos em Mato Grosso do Sul e ainda querem o fechamento do setor inteiro. Precisamos de um serviço de referência da saúde mental, não tem cabimento a Santa Casa fechar a psiquiatria”, ponderou a presidente do Coren-MS, Dra Judith Willerman Flôr.

A enfermeira obstetra, Dra Sandra Freitas, também marcou presença na sessão e lembrou que já supervisionou a psiquiatria do Hospital e que não imaginava o anúncio do fechamento. “Onde essa luta “antimanicomial” vai terminar? No Manicômio. Porque o Hospital Nosso Lar (para onde a direção promete mandar os pacientes) não tem condições de atender com qualidade esses pacientes. E infelizmente a luta não está levando a nada. Só levou a redução de leitos e muitas vezes o que observamos, principalmente no interior, são pacientes em surto enjaulados na cadeia, porque não tem para onde serem levados. Além de não fechar, eles deveriam aumentar o número de leitos”, avaliou a Dra Sandra, que também é professora na UFMS.

Os deputados, se posicionaram contra o fechamento e anunciaram que já tinham reunião marcada com o Procurador Francisco Neves Junior, do Ministério Público Estadual onde vão propor que seja convocada a direção do hospital à dar explicações sobre a decisão.

Durante a sessão, o deputado Rinaldo Modesto chegou a dizer que consultou o Governo do Estado para saber se o repasse mensal de R$ 2,5 milhões estava em dia e que a resposta foi positiva.

06– A direção da instituição alegou ter poucos pacientes na psiquiatria e que o fechamento é uma forma de otimizar recursos. Também que nenhum paciente em tratamento vai ficar abandonado e que será oferecido o atendimento do mesmo jeito no Hospital Nosso Lar, onde dizem ter vagas sobrando.





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