02/04/2018

Coren-MS Participa de Audiência Pública

A convite da vereadora Cida Amaral, o presidente do Coren-MS participou da Audiência Pública que discutiu a “Atenção à Saúde n ...

Foto: Mauro Silva

A convite da vereadora Cida Amaral, o presidente do Coren-MS participou da Audiência Pública que discutiu a “Atenção à Saúde no Ciclo Gravídico-Puerperal no Município de Campo Grande”. O evento contou com a participação de diversas autoridades de saúde do município, Ministério da Saúde, Cofen (Conselho Regional de Enfermagem), além de vereadores e da responsável técnico do Hospital Regional de Ponta Porã, Dra. Giulia Stéfanie Abreu Brey.

Foto: Mauro Silva

 

 

No debate foi versados assuntos como a atuação dos profissionais de enfermagem no Ciclo Gravídico-Puerperal, com ênfase nas ações propostas pela Política Rede Cegonha do Ministério da Saúde, entre elas as atribuições específicas da enfermagem, como a classificação no acolhimento de gestantes, a internação e a realização do parto por enfermeiros, bem como o preenchimento da Autorização de Internação Hospitalar (AIH) e a alta hospitalar por enfermeiros.

De acordo com a portaria da Secretaria de Assistência à Saúde/Ministério a Saúde nº 743, de 2005, somente os profissionais portadores do diploma ou cerificado de Enfermeiro (a) Obstetra estão autorizados a emitir laudos de AIH para procedimento código 35.080.01.9 –parto normal sem distócia realizado por Enfermeiro (a) Obstetra, do grupo 35.150.017.7 da tabela do SIH/SUS.

Na Audiência Pública também foi debatido um Parecer do Conselho Regional de Medicina, que contraria diversas legislações relacionadas ao exercício da enfermagem obstétrica, que foi amplamente debatido no Parecer Técnico nº 004/2018 do Conselho Regional de Enfermagem – Assistência à mulher no período gravídico e puerperal, onde esclarece o papel da classe no Ciclo Gravídico-Puerperal.

Dr. Sebastião Junior Henrique Duarte

Conforme o Presidente do Coren-MS, Dr. Sebastião Junior Henrique Duarte, nenhum profissional de enfermagem é regido por qualquer conselho de classe que não seja o Coren. Logo, os profissionais de enfermagem não devem obediência a documentos emitidos por outro conselho de classe e tenta-se equacionar a situação de conflito criada pelo CRM (Conselho Regional de Medicina).

“Eu acredito que o momento é bastante oportuno para falar sobre a situação da obstetrícia em Campo Grande. Recentemente o CRM publicou um parecer onde, praticamente, estabelece conflitos, mas nós não queremos fazer uma divisão, tanto nessa audiência quanto no município e no Estado”, esclareceu o presidente do Coren-MS.

A enfermeira, Elisanete Carvalho, membro da Comissão da Saúde da Mulher do Cofen (Conselho Federal de Enfermagem) esteve representando o Cofen, parabenizou a iniciativa da Audiência Pública, reafirmou as legislações comentadas pelo Presidente do Coren-MS e disse que o Cofen tem apoiado as iniciativas que defendem o exercício profissional da enfermagem, como é a situação da enfermagem obstétrica.

Modelo de Assistência

Dra Giulia Stéfanie Abreu (Foto: Mauro Silva)

A diretora de Enfermagem do Hospital Regional Dr. José de Simone Neto de Ponta Porã, Dra Giulia Stéfanie Abreu Brey, apresentou, durante a Audiência Pública, como se dá o processo de trabalho voltado à saúde da mulher no Ciclo Gravídico-Puerperal. Em Ponta Porã a atuação das enfermeiras obstétricas contribuiu para a redução no número de partos cesariana.

“Nosso trabalho consiste em promover a educação continuada. Estamos empenhados com as ações da Comissão Materno e Infantil, para reduzir a Mortalidade Materna, Neonatal e Infantil. Melhoramos muito os índices de Aleitamento Materno, com isso houve redução no uso de fórmulas para recém-nascidos. No Hospital Regional de Ponta Porã valorizamos e seguimos as boas práticas do parto normal”, explicou.

Cida Amaral (Foto: Assessoria)

Na equipe do Hospital Regional, o enfermeiro obstetra realiza toda a assistência à gestante/parturiente/puérpera e ao recém-nascido. Outro fator importante no modelo de assistência à mulher é a hora de ouro com a mãe, onde o recém-nascido tem o contato pele-a-pele, clampeamento tardio do cordão umbilical, mama nos primeiros 30 minutos de vida e recebe todos os procedimentos requeridos no ato do nascimento, ainda em contato com a mãe. Dra Giulia finalizou dizendo que no Hospital Regional de Ponta Porã também é respeitado o direito de a parturiente ter acompanhante de livre escolha.

A Vereadora Cida do Amaral finalizou a Audiência Pública com a leitura de texto redigido pelo Dr. Sebastião Duarte “O que queremos é continuar o trabalho multiprofissional. Cada profissional exercendo o que cabe às suas atribuições, então, que a EO faça a classificação das gestantes, interne, assine a AIH, faça o parto de risco habitual e dê a alta hospitalar, não só por ter competência, mas para cumprir todas as etapas do processo de trabalho proposto pela Política Rede Cegonha do Ministério da Saúde”,disse.





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