07/11/2018

Coren-MS fiscaliza UPA na Capital e encontra várias irregularidades

Entre os problemas encontrados foi constatado que o dimensionamento de pessoal da enfermagem estava defasado

O presidente do Coren-MS (Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso do Sul), Dr. Sebastião Junior Henrique Duarte, juntamente com o coordenador do Dfis (Departamento de fiscalização), Jefferson Estevan Francisco, realizaram na tarde desta terça-feira (6) uma fiscalização no UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Santa Mônica onde constataram irregularidades. Entre os problemas encontrados foi constatado um dimensionamento defasado na unidade, ou seja, número de profissionais de enfermagem insuficiente para atendimento.

De acordo com o presidente do Conselho, Dr. Sebastião Duarte, durante a fiscalização havia apenas quatro médicos, quatro técnicos de enfermagem e dois enfermeiros. “O principal problema da UPA é a falta destes profissionais. Está faltando minimamente oito técnicos e mais dois enfermeiros (a)”, afirmou.

“Constatamos [ontem durante a fiscalização] que havia 17 pacientes na área amarela, cinco na vermelha e o números de pessoal de enfermagem é insuficiente para atendimento”, acrescentou.

EPI’S

Conforme o coordenador da Dfis, Dr. Jefferson Estevan, além do número insuficiente de profissionais da enfermagem, a fiscalização constatou a falta de algumas numerações de luvas estéreis e descartáveis, máscaras, aventais entre outros. Materiais estes que são os EPI’s (Equipamentos de Proteção Individual). Outro item irregular visto durante a visita do Coren-MS no UPA do Santa Mônica foi os lençóis inadequados ao tamanho das camas da unidade.

Dimensionamento

Estevan reforça também sobre o dimensionamento irregular. “O dimensionamento seria de  quatro enfermeiros (a), inclusive essa escala constava nos registros da unidade de saúde, porém havia apenas dois”, disse.

Dimensionamento de Pessoal da Enfermagem segue as normas da Resolução Nº 543/2017, o responsável pela fiscalização no Estado explica que no posto de saúde deveria ter um enfermeiro no setor de observação, onde estava cadastrado com 12 leitos e atendia 18 pessoas (150% de lotação).

Para as tarefas administrativas da unidade que também incluem demandas de vigilância epidemiológica, solicitação de apoio e gerenciamento dos serviços prestados deveria haver um enfermeiro. Mesmo número que deveria constar no setor da ala vermelha (urgência/emergência) e na classificação de riscos. Porém havia apenas dois profissionais de enfermagem.

Na urgência/emergência, que é cadastrado com três leitos, havia cinco pacientes (166% de lotação). Dos cinco, quatro pessoas estavam em estado graves e eram atendidos por apenas um profissional (enfermeiro) de nível médio. O enfermeiro (a) que deveria estar nessa área também era responsável pelo setor de observação.

Defasagem

No caso dos enfermeiros técnicos ou nível médio Estevan revelou que o número ideal para o atendimento à população de forma adequada em toda a unidade deveria ser de 12 profissionais. “Havia apenas quatro profissionais para 18 pacientes. E por questões de possibilitar a atendimento à comunidade o enfermeiro responsável se viu obrigado a concentrar todos os atendimentos na área de observação”, afirmou.

Agora o setor de fiscalização irá elabora um relatório e encaminhar aos órgãos competentes com a solicitação de uma providência. Caso necessário, persistindo os problemas levantados, há a possibilidade de encaminhamento do relatório para uma ação civil pública. “Haja visto que as tratativas até o momento, buscadas em prol da resolução de toda a problemática se mostra insuficiente”, finalizou, Dr. Jefferson Estevan.

 

 

 

 





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