02/09/2019

Coren-MS dedica semana a discussões sobre Atenção Primária à Saúde

Regional sul-mato-grossense sediou reunião e oficina que trataram do assunto nos dias 27 e 30 de agosto

CTAB/Cofen, Coren-MS, Coren-MT e Sesau uniram-se para falar de Atenção à Saúde Primária – Fotos: Ascom/Coren-MS

A Enfermagem na Atenção Primária à Saúde ​(APS) foi o centro das discussões de dois encontros sediados pelo Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso do Sul (Coren-MS) na última semana de agosto: a Reunião Ordinária da Câmara Técnica de Atenção Básica do Conselho Federal de Enfermagem (CTAB/Cofen) e a Oficina de Discussão sobre a Atuação da Enfermagem na Atenção Básica na região Centro-Oeste (etapa 4).

Oficina contou com a participação de membros da CTAB

Participaram das atividades membros efetivos da CTAB/Cofen; presidente e conselheiras do Coren-MS, além de enfermeiros fiscais do departamento de fiscalização do Regional; conselheira ​e fiscal do Coren Mato Grosso; e ​responsáveis pela APS das Secretarias de Saúde do Estado de Mato Grosso do Sul e da capital Campo Grande.

Uma visita técnica à ​Clínica da Família do Bairro Portal Caiobá, na capital sul-mato-grossense, fechou a programação da oficina levando os participantes a conhecerem um espaço que é referência para atuação da equipe de enfermagem.

Carteira de serviços do Ministério da Saúde sobre Atenção Primária – Na terça (27/8) e quarta-feira (28/8), reuniram-se na sala de plenário da sede do Coren-MS os membros da CTAB/Cofen – Dra. Silvia Maria Neri Piedade (coordenadora do grupo e presidente do Coren Rondônia), Dr. Ricardo Costa de Siqueira (secretário do grupo e colaborador do Coren Ceará), Dra. Maria Alex Sandra Costa Lima Leocádio (membro e colaboradora do Coren Amazonas), Dra. Fátima Virgínia Siqueira de Menezes Silva (membro e colaboradora do Coren Rio de Janeiro) e Dra. Virna Liza Hidelbrand (membro e conselheira do Coren-MS). A principal pauta discutida foi a consulta pública da proposta da “carteira de serviços da Atenção Primária à Saúde brasileira”, que lista os procedimentos que as unidades básicas de saúde do País deverão oferecer. Os membros da Câmara elaboraram um documento que serviu de base ao Cofen para manifestação junto Ministério da Saúde sobre o assunto. Clique aqui para ler nota dos Conselhos de Enfermagem sobre a proposta.

Presidente do Coren-MS destacou importância da APS para a melhoria dos indicadores de saúde da população

Básico só no nome – Os profissionais da Enfermagem têm papel fundamental na atenção básica de saúde à população, contribuindo com a prevenção de doenças e resolução de problemas que poderiam sobrecarregar o sistema de saúde e comprometer a qualidade de vida dos pacientes. Partindo desse ponto, a Oficina de Discussão sobre a Atuação da Enfermagem na Atenção Básica debateu a realidade regional e suas demandas.

O presidente do Coren-MS, Dr. Sebastião Junior Henrique Duarte, abriu as discussões falando sobre as experiências de gestão da autarquia em relação à saúde básica. “Sabemos que o básico é só no nome, porque essa área de atuação tem grande importância na promoção ao acesso à saúde e na melhoria dos indicadores de saúde. Temos desafios enormes aqui em Mato Grosso do Sul, mas estamos avançando com investimento em fiscalização e atuação junto aos órgãos de controle”, disse.

O Dr. Sebastião Junior lembrou que o Coren-MS também está trabalhando para criar Protocolos de Enfermagem para a Atenção Primária para apoiar os enfermeiros(as) que atuam na saúde básica.

“É preciso ter outro olhar e um roteiro próprio para agir na ​APS”, destacou a conselheira do Coren-MS, Virna Liza

Coren-MT e Departamento de Fiscalização do Coren-MS também estavam presentes na oficina

A Dra. Virna Hidelbrand disse que considera a Atenção Primária uma área que requer atenção diferenciada. “É preciso ter outro olhar e um roteiro próprio para agir na ​APS. Temos a expectativa de, a partir dessas oficinas, identificar questões e contribuir com a Enfermagem ​do Brasil”.

Durante as apresentações, a Dra. Maria Alex Sandra alertou sobre a necessidade de sempre considerar a realidade local para falar ​da APS. “No Amazonas temos uma realidade que é boa na capital, porém ‘capenga’ em localidades em que o acesso é mais difícil e onde se chega após cerca de 15 horas de viagem de barco, por exemplo”.

A oficina seguiu com apresentação do projeto “Atuação da Enfermagem na Atenção Básica em Pauta”, do Cofen, e mesa redonda com representantes dos Conselhos Regionais participantes. Os principais temas debatidos foram o cenário da Enfermagem na atenção básica nos estados e atuação do Conselho Regional de Enfermagem quanto aos seus processos de fiscalização, trabalhos e atos regulatórios relacionados.

Estavam presentes ainda a conselheira do Coren-MS e representante da Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande (Sesau), Dra. Lucyana Justino; as Dras. Carmen Lúcia Tanaka e Flaviana Pinheiro, do Coren Mato Grosso; Dras Rosilene Gomes e Isa Tavares Barbosa, também da Sesau; e os membros da CTAB/Cofen.

Visita à Clínica da Família do Caiobá – O grupo da oficina esteve na ​Clínica da Família do Bairro Portal Caiobá, conheceu a estrutura e conversou com a gerente e uma enfermeira da família nesta sexta-feira (30).

Gerente da Clínica da Família do bairro Portal Caiobá, Raquel Auxiliadora conduziu o grupo durante a visita

A Dra. Fátima Virgínea Siqueira identificou semelhanças entre unidades de saúde da família cariocas e a campo-grandense visitada. “No Rio temos alcançado bons resultados em unidades que têm processos de trabalho e estruturas muito parecidas com essa”.

O primeiro contato foi com a gerente da unidade, Raquel Auxiliadora, que explicou o funcionamento da ​Unidade de Saúde e tirou dúvidas sobre procedimentos adotados, ​bem como a rotina de trabalho. Em seguida, o grupo entrevistou a enfermeira da família Dra. Kryssya Almeida De Jesus, que apontou uma boa dinâmica de trabalho em equipe e bom funcionamento dos sistemas eletrônicos utilizados. As informações prestadas por ela servirão de subsídio para elaboração de propostas dos Coren/Cofen.

Particularidade da ​Clínica da Família que chamou a atenção foi uma área livre aos fundos. O espaço atende a comunidade servindo à prática de exercícios físicos e de atividades como o artesanato.





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